segunda-feira, 15 de setembro de 2014

destaque corporativo



Num mundo corporativo tão competitivo, o que diferencia os profissionais? E nessa escala, que itens ganham mais pontos? E quem faz a soma desses pontos?

Muitas são as literaturas que apresentam fórmulas para melhorar performance ou garantir um bom marketing pessoal. Apesar de apreciá-las, sinto falta de algo mais prático, que possa ser realmente aplicável. Não imagino possível um passo a passo, mas dicas podem ser possíveis.

Penso que duas frentes precisam ser bem cuidadas e acompanhadas: conteúdo e embalagem.

Muita gente sem conteúdo, com boa embalagem, se destaca nas "prateleiras organizacionais" ao mesmo tempo que gente com ótimo conteúdo e sem embalagem tem mais dificuldade de sair do estoque.

Os dois aspectos precisam de preparo. É preciso investir na formação, buscar conhecimento constante e aplicar os aprendizados, transformando-os em resultados. É fundamental cuidar da aparência, do visual, adequando-o ao público de seu relacionamento profissional.

Para exemplificar, pensemos na venda de um veículo Mercedes-Benz. É mais provável que um vendedor sem muito conhecimento, mas que capriche no visual tenha mais sucesso na sua negociação do que o que tem muito conhecimento técnico, mas com aparência modesta.

Por isso insisto que é preciso um equilíbrio dessas duas vertentes. Use e abuse de suas técnicas e habilidades. Reforce com uma "embalagem" de qualidade e capriche nos relacionamentos corporativos.

Tudo isso será percebido por seus gestores, pares e clientes. Eles farão essa soma imaginária, destacando-o no meio da multidão. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

atitude



Corre, prepara, revisa, corrige, imprime e envia. Participa, opina, se cala, aguenta e sai. Escuta, aprende e refaz.

É muito provável que a rotina acima lhe seja familiar. É o que faz a maioria dos profissionais, sempre rodeados de metas e desafios. Espera-se mais por menos. Menos problemas, menos tempo, menos despesas, menos, bem menos.

Alguns estão cansados, desmotivados e sem energia. Mas outros estão animados, empolgados e parecem incansáveis. Uns reclamam, outros agradecem a oportunidade. Muitos desejam algo diferente, outros tantos fazem algo diferente.

Observando os grupos, nota-se que a diferença está na atitude, no fazer, no realizar. Um grupo quer, o outro faz. Um grupo deseja, o outro realiza. Um espera, o outro cria.

E claro, quem tem atitude, se destaca. E os que apenas aguardam, continuam na mesma. Não, não continuam na mesma. Eles passam a reclamar mais, a desejar mais e a esperar muito mais.

Não estou falando de fórmula mágica ou pílula da felicidade. Estou falando de constância, de equilíbrio. Vez por outra surgem os momentos de desânimo, de frustração ou de tristeza, porém, uns mergulham nesse universo e, outros, atravessam essa fase. Novamente, é a atitude que faz a diferença.

Nossas atitudes dependem de motivação e, dizem por aí, que motivação é uma porta que se abre por dentro, então, encontre a sua. Escancare essa porta!

Aproveite a vida e suas oportunidades. Encare de frente, de peito aberto. Busque sua felicidade.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

impossível


Ahhh o tão perseguido impossível. Todos querem o impossível. Dizem ser impossível, mas o querem mesmo assim. Talvez pelo puro e simples desafio. Talvez pela mais simples certeza de ser impossível. Vale considerar também que, já que é impossível, não deve haver frustração. Se eu não consigo, ninguém consegue, afinal, é impossível.

E o possível? Ninguém quer? Não vale o esforço? Não. Provavelmente por não fazer sucesso e por não destacar ninguém.

Realmente não podemos ignorar que não há marketing para o certo, para a obrigação, para o ético e outras tantas coisas boas e dignas. Hoje 15 segundos de fama tem mais valor popular que uma vida inteira de dedicação a causas sociais. Alguns baldes de gelo importados parecem ter mais importância que a educação do país. A idiotice ganha destaque e as genialidades científicas são colocadas na gaveta das coisas desinteressantes.

Precisamos fazer todo o possível primeiro. Podemos considerar como uma fase no vídeo game onde devemos completar todas as etapas de uma, para mudarmos para a outra.

Será que não podemos ser gentis, educados e éticos antes de sermos celebridades relâmpago? Será que não podemos ser famosos por nossos trabalhos voluntários ou dedicação familiar? Será que não merecem milhões os nossos representantes olímpicos ao invés de personalidades de óculos escuros desfilando numa casa criada pela cenografia?

Sabe quem é Artur Avila? Mas o Psirico você, se não conhece, já ouviu falar, por seu tão repetido Lepo Lepo, certo? Artur Avila é um brasileiro que recebeu prêmio equivalente ao Nobel para a matemática: a Medalha Fields (2014). Avila foi o primeiro brasileiro a receber esse prêmio. Ele sim, mudou de fase no vídeo game da vida. E muitos são os exemplos de sucesso perdidos no anonimato.

Arrisco dizer que a culpa não é dos famosos instantâneos. A culpa é da maioria de nós que adiciona água e aguarda 3 minutos para vê-los existir por breve tempo.

Temos, devemos e precisamos fazer mais coisas possíveis. Temos que inverter o que já foi virado do avesso. Hoje o que é natural é caro. Se quiser uma verdura da terra, sem agrotóxico, desembolsará uma fortuna. O que é saudável é caro. Se desejar uma margarina sem issos e aquilos químicos, pagará o dobro. Ser bem atendido é caro. Se você pensa num bom atendimento, num lugar que será tratado com a devida atenção, sabe que pagará mais por isso. Oras, isso não deveria ser o básico, o essencial?

Vamos cumprimentar as pessoas, vamos sorrir, vamos abrir portas, ceder a vez, oferecer ajuda e outras tantas possíveis (e incríveis) coisas. E assim, talvez o impossível se torne possível, viável. Real e valorizado.

Disse Lewis Carroll através de um clássico do cinema: "A única forma de chegar ao impossível é acreditar que é possível".

Eu acredito? E você?

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

reclamar ou resolver?





E você se aproxima da máquina do café e logo escuta alguém reclamando. Há reclamação de todo o tipo. Uns reclamam do chefe, outros do trabalho. Tem o time dos insatisfeitos com o horário, dos que não concordam com as regras e por aí vai.

Raramente vejo as reclamações ou queixas serem dirigidas à quem de direito, seja para uma pessoa que possa resolver ou para uma que ao menos possa se justificar. Isso me faz concluir que reclamar é da família de fofocar. É improdutivo e não busca uma mudança ou solução. Me permito a comparação com o vírus da gripe: se espalha rapidamente e derruba um monte de gente.

Mas não adianta remar contra a maré. Se a grande maioria reclama, não adianta eu reclamar da maioria. Mas, posso tentar mudar, não posso?

O problema não é reclamar. O problema é quando se reclama pelo simples fato de falar mal, sem qualquer tipo de iniciativa de melhoria ou de mudança de cenário. Se há algo para ser ajustado, melhorado, mudado, revisto ou reformulado, busque quem tem autonomia para tal ou, quem conhece a origem dos fatos.

E nesse caminho eu vou. Quero falar com você, reclamão. Faça uma reflexão. Reveja sua queixa. Passe um pente fino em todos os pontos que você discorda.

Feito isso, tente se colocar no lugar do outro. O que teria motivado tal fato? Você teria condições de fazer diferente? O que faria diferente? Seria realmente possível fazer diferente? Note que é fácil eu achar que o valor do ticket refeição deveria ser 30 reais por dia, mas seria possível, sendo eu o dono ou administrador, tomar essa decisão? A resposta é óbvia, então, primeiramente, reflita.

Concluídas as análises, entenda quem é a melhor pessoa para conhecer sua sugestão ou ponto de vista. Converse com a pessoa ou grupo responsável.

E pronto, o que antes era uma simples (e improdutiva) reclamação, torna-se agora, uma sugestão. Passamos de uma alienação para uma efetiva participação. Muda-se do papel de mero espectador para protagonista.

Permita-se conhecer outros pontos de vista. Busque mais conhecimento. Contribua mais. 

domingo, 17 de agosto de 2014

enquanto isso, na hora de dar o feedback ...




É comum ver gestores quase que desesperados quando o chega o momento de apresentar seu feedback para a equipe.

Como não é algo novo, posso dizer que já vi e entendi bastante a esse respeito e, arrisco aqui, alguns palpites sobre as causas e, sugiro também, alguns cuidados importantes que podem ajudar quem se sente inseguro.

A prova de que as pessoas fogem dessa ferramenta é que a maioria das empresas precisou formatar uma série de rotinas e regras para que os empregados recebessem seus feedbacks.

Entendo que feedback é algo que precisa fazer parte de nossas rotinas, tanto pessoais, como profissionais. É importante que possamos evidenciar para as pessoas o que esperamos, como esperamos, a razão pela qual esperamos e como nos sentimos.

No âmbito profissional, com todas as metas que precisam ser cumpridas e resultados que precisam ser entregues, o feedback é um norteador de grande relevância. A equipe precisa (e tem o direito de saber) o que se espera dela, em que tempo e a que custo. Precisa entender como será avaliada e também os riscos envolvidos.

Já sabemos que o que é importante para uma pessoa não é necessariamente relevante para outra. O que agrada uma pessoa nem sempre agrada a outra. E, se gosto não se discute, objetivos profissionais devem ser amplamente discutidos.

E aí identifico o primeiro ponto: clareza na determinação dos objetivos a serem cumpridos. Foram bem definidos? Mais que isso, foram compreendidos? Sabe-se o que fazer, para quando fazer, o motivo de fazer e o resultado final esperado?

E, a partir daí, como uma bola de neve, tudo se arrasta, fazendo sentido que a maioria entre em pânico quando chega a hora do feedback.

Passamos então para o segundo ponto: acompanhamento. Está sendo informado sobre o andamento dos trabalhos? Se está sendo feito de modo adequado, do jeito esperado? Fatores comportamentais estão sendo discutidos? Muitas vezes o trabalho está tecnicamente impecável, mas está gerando problemas com outras áreas ou colegas. E como está o rendimento? E a qualidade?

E, de forma resumida, passamos para o terceiro e último ponto: o feedback final. Esse é o momento que a atividade já foi (ou deveria ter sido) encerrada. Então o gestor já tem todo o histórico e os resultados obtidos. Os resultados serão medidos e um percentual de atingimento será gerado. Mas e quanto ao profissional? Foi um bom trabalho? Superou as expectativas ou deixou a desejar? Quais os motivos? Não poderiam ter sido corrigidos durante o processo? E agora? Segue assim mesmo, demite, promove?

Insisto que se há pânico na hora do feedback é porque essas etapas foram descumpridas. Pior, foram evitadas.

Seja franco com sua equipe. Converse, explique, apresente razões, demonstre os indicadores, justifique as urgências, questione comportamentos. Muitos acreditam que ser franco não é possível. Discordo. O que não é possível é ser grosseiro, não ter ética ou faltar com a educação. Não recomendo também falar de "achismos". Use dados e fatos.

Certa vez aprendi uma técnica que gosto e pratico: o F.I.M. (Fato, Impacto, Mudança/Manutenção). Desde que aprendi isso não encontrei dificuldades em apresentar feedbacks. Digo claramente o que aconteceu (fato), o que foi causado (impacto) e o que precisará ser mudado (se foi ruim ou deixou a desejar) ou mantido (se correspondeu ou superou às expectativas).

Funciona mais ou menos assim: ao invés de reclamar que a pessoa está desmotivada, dizer (considerando esse exemplo) que constantemente, nas reuniões, a pessoa faz comentários negativos sobre as metas traçadas (fato) e com isso, há um desconforto na equipe, criando preocupações desnecessárias (impacto) e que você está à disposição para entender suas preocupações, auxiliando-a no atingimento das metas e que espera que esse comportamento não volte a ocorrer nas reuniões de equipe (mudança).

Isso é claro, é direto e de fácil compreensão. Permite que se alinhe e se ajuste as ideias e percepções. Oferece direção. Apresenta os melhores caminhos. Esclarece dados. Facilita!

Como diria a equipe de comissários da Gol, "você já sabe, mas não custa lembrar" ... O feedback é individual e, o feedback formal, deve contar com um ambiente sossegado e com um período de tempo reservado para tal, sem interrupções. Por favor, "mantenha seu celular desligado".

Pratique. Quanto mais exercitar, melhor será. Terá mais espontaneidade e cumprirá melhor sua função.

Para terminar, pense no que seus empregados devem estar dizendo por aí (e que é título de um livro da Editora Sextante – Richard L. Williams): "Preciso saber se estou indo bem!".

domingo, 5 de janeiro de 2014

chegou a hora.


Decidiu mudar, fez o que tinha que fazer, um ano acabou, outro começou, tudo mudou e parece que para melhor. E no meio disso tudo, surge a tão esperada entrevista de emprego.

Muita euforia e ansiedade, mas tenha calma - você precisa analisar bem o cenário que se apresenta.

Não necessariamente esse convite é interessante para você. Pode ser para uma empresa ou outra área com uma imagem ruim, ou que exija de você horários incompatíveis com sua rotina ou até mesmo que novos gastos não compensem o aumento salarial proposto. Muitas vezes as informações sobre o novo gestor sejam negativas e talvez não seja interessante realizar a mudança agora. Analise tudo e (novamente) com calma.

É importante destacar que ter calma não é ser lento. Você provavelmente tem prazos para responder sobre seu interesse e isso também precisa ser bem observado.

Considerando que há interesse em participar do processo, chegou a hora dos estudos. Sim, você tem um dever de casa e quanto mais se dedicar, melhores serão suas chances. Você precisa buscar informações sobre a nova área ou nova empresa. Tem que saber como é a imagem da empresa, onde ela fica, como são os acessos, trânsito, benefícios, tipo de administração, resultados recentes e tudo mais que conseguir, seja através da internet, no site da empresa, das pessoas conhecidas que trabalham lá etc. Vale até buscar sites de reclamação e ranking de órgãos de defesa do consumidor para entender a situação da empresa.

Se possível, passe pela empresa ou área, veja como as pessoas saem do prédio, como se relacionam, como se vestem (pode haver um código de vestimenta) e sinta o clima. Isso pode ser um fator importante na sua decisão.

E vai chegando a hora da entrevista. Nesse momento você já tem mais informações do seu pretenso empregador e estará pronto para uma conversa sobre os negócios da nova área ou empresa.

Agora é a hora de estudar você. Revisar suas experiências profissionais, seus cases de sucesso e também suas ações que não foram bem sucedidas e respectivos aprendizados. Pense no que cada uma dessas vivências profissionais agregou no seu dia-a-dia, tornando você um profissional melhor. Pense como suas habilidades e competências podem fazer diferença para quem está pensando em contratá-lo. Também mantenha-se atualizado sobre os últimos acontecimentos no Brasil e no mundo. Assista telejornais, leia jornais (disponíveis na internet e sem custo) para que possa comentar (mesmo que superficialmente) sobre algumas manchetes.

Uma dica que facilita muito esse processo é fazer uma redação sobre sua trajetória. Escreva algo como um discurso, começando por sua apresentação pessoal (tantos anos, solteiro/casado, tantos filhos, onde mora etc) e depois, onde começou sua carreira, como foi seu progresso, seus destaques e aprendizados em cada uma das experiências. Leia, releia, altere, ajuste, melhore, simplifique, objetive, dê maior destaque – faça quantas alterações forem necessárias até que fique satisfeito. E leia (talvez de frente para o espelho) muitas vezes até que mentalize uma ordem cronológica. Note que a idéia aqui não é que você decore nada. DECORAR NUNCA! É apenas oferecer a você maior articulação na fala, na organização das idéias, não deixando passar pontos importantes que seriam de grande valia na hora de se apresentar.

Isto feito, sugiro que agora prepare um cartão, com tópicos (por exemplo: apresentação, experiência 1 onde comecei e aprendi tal coisa, experiência 2 onde me destaquei por tal coisa, etc). Esse você utilizará na véspera, para recapitular seu discurso. Você já tem sua trajetória organizada e os pontos apenas servirão de referência. Afinal, na hora H, não terá roteiro, cartão ou dica. Será você apresentando suas características e competências.

Como a entrevista depende muito do ritmo do entrevistador, você precisará encaixar seu discurso às  falas dele. Imagine que o entrevistador diga algo como "Fale-me um pouco de você e de sua trajetória profissional até aqui" - perfeito, é só dizer o que você já organizou em sua mente. Mas e se ele pedir para se apresentar primeiro, falar um pouco de quem você é, o que faz nas horas livres? Simples. Use apenas a primeira parte e espere a nova pergunta.

Lembre-se que você não inventou nada, apenas se preparou para deixar as idéias bem organizadas e com uma cronologia agradável e adequada ao novo objetivo.

Outro ponto importante é que não existe fórmula mágica. Cada processo é único. E em cada um deles ganhamos mais força e preparo para os próximos.

Por fim, escolha uma roupa adequada e vá com entusiasmo. Transmita sua vontade de fazer parte daquele time. Mostre brilho nos olhos. Explique como pretende contribuir para alavancar os resultados. E o mais importante: esteja, de corpo e alma na entrevista. Foque naquele momento.

Ah, você já sabe, mas não custa lembrar, desligue seu celular. Desligue! Não coloque no mute, pois até a vibração poderá desconcentrá-lo.

Bons estudos, ótima entrevista e aproveite as oportunidades !!!!  



domingo, 17 de novembro de 2013

quero mudar - e agora?


Engraçado como é fácil a decisão de querer mudar. É comum desejarmos mudar de carro, cabelo, roupa, decoração e até mesmo de emprego. As vezes uma simples discussão nos faz ter essa vontade. Outras vezes, um mal desempenho numa tarefa ou até mesmo um desentendimento qualquer.

Quem já não passou por isso, não é mesmo? E também sabemos que isso, quase sempre, é uma vontade que dá, e passa. É a simples vazão de um desgosto. É o querer mudar.

Mas e quando essa vontade não passa e se torna uma certeza?

Geralmente as pessoas começam pensando em salários, cargos, estabilidade, localização, benefícios etc. Concordo que seja um bom (e importante) começo, mas o que ocorre é que costuma haver aí um congelamento. Um abandono da idéia. É a hora que muitos desistem. Deixam de querer fazer.

E como fazer diferente então? Como realmente mudar?

Se você já ponderou, refletiu e entendeu que mudar é o que realmente precisa, é hora de colocar a mão na massa. Sim! Pode começar a se mexer. E pode até mesmo começar a mudar sua postura diante dos fatos (inclusive a sua postura agora: sente-se direito).

Sugiro primeiro entender o que o motivou na decisão de mudar. Muitas vezes nos envolvemos em pensamentos confusos e apesar de desejarmos sair por não aguentarmos mais aquela rotina, dizemos que precisamos mudar pois precisamos ganhar mais, ou vice versa. Seja franco com você. Reflita. Entenda. Seja um advogado de acusação para você. Experimente se contestar.

Definido o ponto, o que resolveria essa situação? De forma bem prática, se você precisa ganhar mais, o que resolveria seria um aumento ou um emprego que tenha melhor salário. Se você não aceita seu gestor, a solução está em mudar de equipe ou de empresa. No seu caso, o que é?

Destaco esse ponto pois muitas vezes não é preciso mudar de empresa para mudar algo. Pode participar de um processo interno, pode conversar com o RH para conhecer as alternativas possíveis – muitas empresas contam com programas de recolocação interna – ou até mesmo negociar com seu gestor mudanças importantes em suas atividades.

Quando converso com as pessoas elas costumam me dizer que "isso não existe". Que seu chefe não permitiria que participasse de um processo ou que o RH não ajuda em nada etc. Se isso for verdade, você também já tem uma resposta: você precisa mudar de empresa. Mas se isso é só uma interpretação sua, puro "achismo", é hora de você se organizar para ter uma boa conversa com os responsáveis.

Preparar para uma conversa? Sim! Isso é muito importante. Imagine que seu desejo seja ir trabalhar numa outra unidade da empresa pois todos dizem que o gestor de lá é um excelente profissional. Na conversa com seu chefe, para ser mais "simpático" você explica que o problema é que você está trabalhando numa unidade muito longe de sua casa, gastando muito com combustível e seria bom ser transferido para a outra unidade. Até aí parece tudo bem organizado, certo? Mas e se o seu chefe lhe oferecer reembolso dos gastos com combustível? Ok, você não terá mais esses custos, mas e a sua vontade de trabalhar na outra unidade? Como fica? Portanto, muito cuidado com o que você quer, o que você precisa e o que você vai dizer.

Agora e se a solução estiver fora. No "mercado", nesse mundo de concreto espalhado pelas grandes metrópoles. Como ser visto? Como ser encontrado? Onde procurar?

O primeiro e óbvio passo é preparar um bom currículo. Existem muitos sites orientando a forma correta de organizar um bom CV, mas não esqueça de fazer um orientado ao que busca, destacando as experiências relevantes para seu novo propósito. Seja bem objetivo no formato impresso (quem seleciona não tem muito tempo) e bastante detalhado nos digitais (softwares fazem buscas por palavras e quanto mais detalhado, maiores suas chances).

Atualize os sites de empregos e se cadastre nos sites das empresas que você tem afinidade. É trabalhoso, por isso, dedique em tempo diário para tal. E atenção para a digitação, evitando erros de português.

E chegou a hora de acionar sua rede. Deixe seus amigos e pessoas de confiança cientes dessa sua decisão. Eles podem saber de vagas com seu perfil, mas, podem também acreditar que você está bem empregado e que não teria interesse em ouvir uma proposta.

Dependendo do seu nível hierárquico, talvez seja válido buscar um profissional de recolocação. Uma decisão delicada pois precisará escolher bem esse profissional ou empresa. Como tudo, existem os bons e os que apenas querem tirar proveito da necessidade alheia. Faça pesquisas e peça referências.

Na paralela, entendo que você precisará seguir duas linhas:  a primeira, é realmente se dedicar na empresa que está. Se deseja sair, não é hora de desmotivar, de fazer menos ou pior. Ao contrário, é hora de fazer tudo muito bem feito. É uma questão de respeito com a empresa e gestores que confiaram aquele emprego e atividades à você. É ética.

A segunda é buscar mais capacitação. Rever livros e estudos. Fazer novos cursos. Aprimorar idiomas. Uma outra língua, inclusive, costuma ser o que diferencia um candidato de outro com mesmo nível técnico.

Oportunidades surgirão e com elas grandes aprendizados. Nos processos em que não tiver sucesso, saberá os pontos que podem ser aperfeiçoados. Nos que tiver, poderá efetivar ou não a mudança depois de avaliar todo o contexto.

E como diz a música "esperar não é saber ... quem sabe faz a hora e não espera acontecer".

Faça sua hora. Prepare sua mudança. Sucesso !

domingo, 10 de novembro de 2013

aprendi

Hoje eu aprendi, entendi, percebi e vi.

Aprendi que existe um mundo muito maior do que o meu. Entendi que existem outros costumes, outras culturas. Percebi que não existem melhores ou piores, apenas diferentes. Vi que diferente não é necessariamente algo ruim, muitas vezes apenas visto por outro ângulo.

Aprendi que aqui com os romanos é mais difícil do que em Roma como os romanos. Entendi que quando um não quer, todos querem. Percebi que mais vale dois pássaros voando do que um na mão. Vi que nem tudo é o que parece, mas tudo que balança, acaba caindo.

Aprendi que existe gente fantástica espalhada por esse mundão. Uns passam, outros ficam, alguns nem chegam e outros tantos ainda estão por chegar. Entendi que as grandes lições estão disfarçadas de problemas. Vi muita coisa boa e, as ruins, preferi não ver.

Aprendi que fé não é apenas desejar, é precisar. Entendi que pedir é fácil, difícil é arcar com as consequencias. Percebi que as pedras no caminho são as pistas para a direção correta. Vi que sorte é uma questão de trabalho duro. É suor.

Aprendi que amigos são amigos sempre. Entendi que desconhecidos podem se tornar grandes amigos num estalar de dedos. Percebi que amizades sinceras surgem de ocasiões inusitadas. Vi que tenho importantes amigos, que torcem por mim mesmo sem saber que precisam torcer por algo. Amo meus amigos.

Aprendi o valor de um sorriso sincero. Entendi que as lágrimas realmente lavam a alma. Percebi que um abraço pode curar. Vi muita dor ser combatida com solidariedade.

Aprendi que aprender tem seu preço. Entendi que precisamos aprender para ensinar. Entendi que não podemos ignorar o que foi aprendido. Vi que uma simples lição pode escrever um futuro bem diferente.

Aprendi que nem tudo precisa fazer sentido. Ao menos agora. Entendi que o destino é caprichoso. Percebi que o mundo realmente dá voltas por não estarmos prontos para uma verdade dita tão diretamente. Vi que não adianta fugir. Mais cedo ou mais tarde precisaremos completar nossas lições de casa.

Aprendi na música, que até o pra sempre, sempre acaba. Assustei. Entendi que o importante é o agora. Percebi que o amanhã é apenas eco do que foi dito hoje. Vi nos livros que não dá para fazer um novo começo, mas sempre se pode começar a fazer um novo fim. E que seja agora.

Aprendi que pedir ajuda não é um problema. Na verdade é uma necessidade. Entendi que ajudar é gentileza. Percebi que quem ajuda, é mais ajudado. Vi que gentileza gera gratidão.

Aprendi que tenho ainda muito o que aprender. Entendi que algo fez a diferença. Percebi que agora tudo começa diferente. Vi que o horizonte ampliou.

Aprendi ? Entendi ? Percebi ? Vi ? Sim ... E que assim continue. Mais aprendizados. Muitos entendimentos. Grandes percepções. Felizes visões.

Aprendi. Aprendi.

sábado, 16 de abril de 2011

ladrões de tempo

Tempo é algo muito importante. Isso não é novidade alguma e muitos já até relacionaram tempo e dinheiro, mas é incrível como as pessoas continuam não valorizando.

Como meu foco aqui é o ambiente corporativo, encontrar exemplos de desperdício do tempo é uma tarefa bem fácil.

Nesses últimos anos, esse tema não tem saído da minha cabeça. Existem semanas repletas de situações onde meu valioso tempo é furtado constantemente. Perco meu gostoso tempo com a família, fico sem meu inteligente tempo de estudos e vejo desaparecer tempos de produção, de entrega, de valor.

Nessa era moderna, temos muitas atividades para cumprir e rotineiramente nos esforçamos para fazer a coisa certa, mas não conseguimos evitar as longas reuniões, os telefonemas e conversas sem propósito e intermináveis. Temos também os treinamentos, os modernos workshops e as convenções.

É claro que tudo isso é importante e até mesmo fundamental no mundo dos negócios. Nas reuniões se discutem os temas urgentes ou planejam ações futuras. Os telefonemas fecham acordos e confirmam informações. Workshops, treinamentos e convenções trazem aprendizados, consolidam conhecimentos e proporcionam integração de grupos.

O problema está na falta de cuidado com o tempo.

Isso é curioso, afinal, existem pautas de reunião e agendas de treinamento, tudo marcado em minutos parecendo que tudo foi cronometrado.

A questão é que não se respeita o tempo alheio. Quem convoca uma reunião, além de se preocupar com a pauta, precisa estar certo de que solicitou a presença de quem realmente é necessário e não de todos os possíveis envolvidos. O responsável por um treinamento precisa considerar o tempo que as pessoas estarão dedicadas, exigindo temas importantes, palestrantes competentes e agenda adequada. Num workshop ou convenção, é preciso lembrar que tiramos pessoas de seus lares e precisamos oferecer experiências superiores, que compensem a dedicação de seus participantes.

Quem participa também precisa fazer sua parte. Precisa estar presente, ser atuante, fazer valer o tempo que está se investindo. Seja questionando, aprendendo, protestando, respondendo ou ensinando.

Sigo nessa campanha e toda vez que me permitem, ofereço feedback aos “donos” dos eventos. Destacando os que cuidam do tempo com respeito e solicitando mais atenção àqueles menos cuidadosos com esse assunto.

Se concordar, faça isso também. Vamos ganhar mais tempo! Vamos conquistar mais! Vamos ser mais!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

não vá ao mercado com fome

Você com certeza já ouviu esse conselho de nutricionistas e economistas. Todos preocupados com suas compras além do necessário, seja porque vai comer mais do que necessita ou gastar mais do que deveria.

Agora replico essa idéia para o nosso meio corporativo e sugiro que não faça nada com a “fome“ de resolver ou de acabar.

Cada vez mais somos cobrados por prazos. Os tempos para resolução estão cada vez mais curtos. E do outro lado, a atenção, paciência, planejamento e concentração vão desaparecendo.

É preciso evitar contratar um profissional porque ele é o melhor dentre os candidatos – se ele não é o que você precisa, não faça a contratação.

Não podemos aceitar uma idéia pelo simples fato de desejar o termino de uma reunião – se a idéia não é adequada, gere a discussão mesmo que isso implique em mais tempo de conversa.

Grande erro é permitir que se entregue um produto ou serviço com baixa qualidade pois é o que o foi possível naquele prazo – se não está perfeito, negocie novos prazos, mas não entregue desse jeito.

Por diversas vezes escutei a frase “é o que tem para hoje!” com a idéia de que devemos nos satisfazer com essa ou aquela situação. Não concordo. Não estou falando de meteorologia, onde por mais que eu desejasse sol, choveu. Estou falando de atitude, de decisão, de comprometimento.

Enquanto profissionais, precisamos honrar os cargos que temos. Se analistas, que façam as melhores análises, se assistentes, que prestem o melhor apoio, se faxineiros, que apresentem a melhor limpeza. E se gerentes, que garantam uma gestão de pessoas adequada ao negócio, garantindo uma entrega saudável dos resultados.

Uma atitude rápida e impensada agora pode gerar grande problema amanhã, com demorada e complexa solução.

Usando o exemplo da contratação do “menos pior”, podemos gerar uma equipe insatisfeita, saída de colaboradores importantes e alcançar ainda, uma perda significativa no clima organizacional.

Por isso, esteja sempre bem alimentado de boa informação, inovação, tecnologia, conhecimento e competência. Tudo isso permitirá ótimas compras corporativas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

procuro gestores da alegria

Procuro profissional com a habilidade e a competência do bom humor. Necessário comprovar experiência. Será considerado diferencial profissional que pratique alegria fora do ambiente corporativo.

Esse é um tipo de anúncio que não se encontra nos classificados e infelizmente também não se busca essa característica nas seleção de candidatos.

Ainda pior é que muitos lideres desconhecem ou simplesmente não praticam o bom humor. Não sabem sorrir.

Impressionante como as pessoas acreditam que realizar um trabalho sério é antônimo de bom humor. É exatamente o contrário. Num ambiente de trabalho onde as pessoas podem ser naturais, podem rir, podem fazer graça de suas rotinas, tudo flui com mais tranqüilidade.

Um ambiente assim permite que as pessoas sejam mais confiantes, arrisquem mais e por conseqüência, entreguem mais e com qualidade superior.

Sempre tive essa crença e nesses dias, refletindo sobre o trabalho dos Doutores da Alegria, que distribuem sorrisos aos doentes nos hospitais, sacramentei minha tese.

Se o ambiente de trabalho não for alegre, teremos um ambiente doente e com isso, mais ausências, mais problemas, menos soluções e poucas e deficientes entregas.

Então, se para ambientes doentes temos os Doutores da Alegria, nos ambientes corporativos, precisamos dos Gestores da Alegria.

Aproveitando o momento de organização das rotinas, algumas sugestões: Na sua próxima reunião de equipe, seja pontual, mostrando respeito pelos participantes. Na delegação de tarefas, explique a demanda, deixando claro o objetivo, prazos e necessidades. Na hipótese de uma advertência, seja preciso, mencione o que faltou, os impactos da falha e quais providências são esperadas.

Nos feedbacks, fale de fatos e não de impressões ou percepções e não esqueça que o processo de feedback é uma via de mão dupla. Precisamos falar e precisamos ouvir. Mais importante é se certificar de que foi compreendido. A responsabilidade de se fazer entender é de quem fala.

Agora, sorria e divirta-se com sua equipe, pares e superiores. Seja espontâneo. Participe das conversas do cafezinho. Interaja!

E prepare-se para começar a comemorar as conquistas de seu grupo, pois aumentarão consideravelmente.

E como já diz a velha placa espalhada pelos corredores e elevadores: “Sorria! Você está sendo filmado!”.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

coragem

Esse substantivo feminino continua no dicionário da língua portuguesa, mas no dia-a-dia das pessoas anda bastante ausente.

Me impressiona o comportamento covarde das pessoas diante da vida, das situações do cotidiano e dos desafios profissionais.

Como meu foco nesse blog é o ambiente corporativo, quero explorar o medo que está presente em muitas das relações comerciais.

Por onde ando, com as pessoas que converso, confirmo que hoje muitos profissionais têm medo de se impor e de defender seus pontos de vista. Medo de discordar, de propor novos rumos ou conceitos.

Preferem ser apenas eco. Repetir para não contrariar. Como numa brincadeira infantil, seguem tudo o que seu mestre mandar.

Que fique claro que acho importante perceber o ambiente e respeitar diretrizes, mas também não podemos esquecer que enquanto profissionais, especialistas ou generalistas em nossas áreas, é esperado de nós uma postura ativa, de quem apresenta propostas, de que tem senso crítico e que deixa importantes contribuições.

Para simplificar: quando você contrata um pintor para renovar suas paredes, espera-se que ele oriente sobre os tipos de tinta, durabilidade e rendimento e até mesmo sobre as cores. É natural ainda que vocês discordem sobre uma relação de custo x benefício ou das opções de textura, mas a discussão é necessária. Acrescentará opções e permitirá maiores ganhos.

O mesmo vale para os negócios. Se você trabalha numa área, você é o responsável por apresentar normas que regem tal situação (isso não pode ser ignorado) e também, e mais importante, as alternativas. Alternativas!

Como extremos são perigosos, me sinto na obrigação de especificar que ser corajoso é muito diferente de ser irracional. Ser ousado sim, insubordinado não. E propor mudanças em processos e normas é válido, ignorá-las é falta de ética.

E não esqueça do respeito quando precisar ser corajoso.

Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.”
(Mark Twain)

Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo.”
(Autor desconhecido)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

compromisso e responsabilidade

Compromisso e responsabilidade. Essas duas palavras têm grande valor para mim. Desde pequeno fui incentivado a honrar meus compromissos e a ser uma pessoa responsável.

Confesso que nunca parei para pensar no que exatamente significavam essas duas palavras visto que elas sempre fizeram parte da minha rotina. Mesmo na minha juventude, nos momentos de rebeldia, sabia exatamente a falta grave que estava cometendo quando não era responsável e me preocupava com as possíveis conseqüências.

Hoje me preocupa muito o que vejo por ai. Pessoas que buscam emprego e não têm compromisso algum com a empresa. Exigem pagamento, benefícios, horas extras e todos os direitos, mas se recusam a oferecer trabalho em troca. Se dizem conscientes de seus direitos, mas demonstram ignorar totalmente seus deveres.

No segmento de callcenter visualizamos esse mau comportamento profissional com mais facilidade. Jovens, em sua maioria, que querem trabalhar, mas desde que não seja nos finais de semana de sol, desde que não seja no carnaval, desde que não seja no dia da grande festa ... desde que ... uma lista infinita.

Não pensem que desconheço as variáveis de idade, juventude, gerações X e Y, etc. Pondero tudo e mesmo assim, sinto falta da responsabilidade e do compromisso.

Refletindo e ampliando o tema, lembrei de um documentário exibido na TV sobre a triste realidade dos professores desse país, que são agredidos, em todos os sentidos, por seus alunos e respectivos pais.

E outro problema: os mais novos não têm mais respeito pelos idosos. Não cedem seus assentos, não deixam passar à frente. E para que os mais “cansados” pudessem ter atendimento prioritário, precisamos que um ato de educação e cidadania fosse transformado em lei.

E a roda vai girando. As coisas piorando.

Ser moderno e atualizado não desabilita a necessidade de sermos pontuais. Fazer mil coisas ao mesmo tempo não nos autoriza a sermos desatentos. Ambição não permite falta de ética.

Tenho a crença de que valores e princípios não são negociáveis.

Precisamos, com urgência, mudar esse rumo que tenta ser natural.

Para concluir, faço um pedido a você: observe as pessoas a seu redor. Faça sua avaliação. Suas equipes são responsáveis? Seus gestores honram seus compromissos? Seus filhos entendem as consequências de seus atos? E seus alunos? Professores? E como sua empresa trata seus Clientes?

sábado, 18 de dezembro de 2010

energia

Final de ano chegando e todos começam a fazer planos e promessas para 2011. No campo profissional, há a esperança de que com o novo ano e novo orçamento, oportunidades surjam. Seja uma promoção ou transferência na empresa atual ou uma vaga em outra corporação.

Antes de qualquer coisa, é importante você fazer uma avaliação da sua energia.

Essa energia é a sua disposição, sua a vontade de realizar, de fazer o que precisa ser feito, de se expor e de se arriscar.

O ritmo dos negócios tem exigido dos gestores formar equipes de profissionais que além das competências para o trabalho, tenham alta energia.

Uma pessoa com energia alta tem algumas características marcantes: são bem humoradas, agitadas, questionadoras e naturalmente inconformadas com o “sempre foi assim”.

Essas pessoas não fazem apenas o que foi pedido, fazem o que precisa ser feito. Elas buscam informações para produzirem respostas mais completas. Propõem alternativas. Entregam soluções. Não se dão por vencidas. Quebram paradigmas!!!

Estou falando de gente que trabalha para o bem da corporação. Que busca o crescimento profissional através de sua contribuição para o sucesso da empresa.

Não pode mais haver espaço para os profissionais improdutivos, que usam grande parte do tempo para navegar na internet, para bater papo ou com telefonemas particulares. Esse grupo tem energia baixa. Bem baixa.

Agora é fazer a reflexão e medir sua energia. A boa notícia é que se a sua energia está em alta, você está no caminho certo. Se por ventura estiver em baixa, basta recarregar rapidamente e mudar sua postura no ambiente corporativo.

Boa carga !

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

moleskines - muito mais que um caderno

Estava navegando pela internet outro dia e reencontrei a tal da Moleskine.

Curioso é que quando a vi pela primeira vez, não dei a devida importância. Considerei apenas um caderninho com ambição de Bombril. Digo isso porque existem várias versões do tal caderninho, para você fazer de tudo, seja se guiar numa viagem, anotar tudo que precisa fazer,  desenhar, rabiscar, fazê-lo de diário ou qualquer outra coisa que esteja para ser criada ou que sua imaginação desejar.

Não estou exagerando. Algumas pessoas já usam suas velhas Moleskines como capas de iPhone (e fica bem legal).

Moleskine é a marca e vale a visita ao site www.moleskine.com para que você possa conhecer essa enorme variedade de caderninhos.

Agora, não sei por qual motivo, mudei minha impressão e achei a idéia super interessante e inteligente. Essa marca criou opções que facilitam e muito o dia. Seja uma rotina de trabalho, com um tipo de agenda, seja numa viagem com mapas e espaços para fotos e anotações ou até mesmo para rabiscos de suas habilidades em bloquinhos com folhas de excelente qualidade – aceitam até pinceladas de aquarela.

Como a maioria das boas coisas, no exterior o preço é ótimo (aproximadamente 10 dólares) e no Brasil, o preço é absurdo, sendo encontrando em lojas especializadas por mais de 100 reais.

Para os que não podem comprar as originais, existem versões genéricas que imitam bem e perdem apenas pela qualidade das folhas ou então, criar, a partir de um bloco ou caderneta comum.

Essas cadernetas ganham pela simplicidade e grande utilidade. Cabem nos bolsos e não fazem volume em pastas ou bolsas e com isso estão sempre à mão para que você possa anotar de tudo. Num momento você anota seu horário no dentista e no outro você desenha (ou rabisca) o modelo de móvel para sua nova casa. Você registra suas impressões sobre uma empresa e anexa o cartão de visitas de um cliente.

É incrível que na época de celulares, smartphones, mp5, etc uma caderneta de papel, que exige uma caneta ou lápis faça tanto sucesso, mas faz. Basta que você arrume a sua para entender.

Faça uma pesquisa no Google Imagens com a palavra “moleskine” e você descobrirá como funciona esse universo. Mas cuidado, vicia.

Aproveite para organizar seus compromissos e ganhar tempo para você, sua família e seus hobbies.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

enfrentando para vencer

Muitas vezes obstáculos e desafios surgem no nosso dia-a-dia. Seja no trabalho, em casa ou na escola.

Quantas vezes esses desafios nos tiram o ar, nos deixam quase sem voz, suando frio ou com o coração tentando sair pela boca?

De alguns desafios conseguimos fugir. Simplesmente vamos embora e optamos por não realizar. Outros, já não temos essa possibilidade, ou porque as conseqüências serão graves ou porque a vergonha de não fazer será maior do que o medo de tentar.

A questão é que precisamos vencer! 

Pensando pelo lado das coisas ruins e dos problemas, tudo fica naturalmente pior, então optei por inverter a forma de analisar. Vamos ver os medos e incertezas pelo lado das coisas boas.

Já repararam que muitas vezes coisas boas ou que queríamos tanto, quando acontecem, trazem também um pouco de preocupação, de medo?

Os exemplos são muitos. Pode ser aquela viagem dos seus sonhos onde você se preocupa com as roupas que deve levar, os horários dos vôos, a documentação necessária e até mesmo as dúvidas sobre a cultura local.

Há também aquela promoção ou mudança de emprego. Será que vamos dar conta dos novos desafios? Como serão as pessoas com quem vamos trabalhar?

Vale também um belo carro que nos traz o medo de uma colisão ou uma refinada jóia que carrega a preocupação do quanto poderá chamar à atenção de quem gostaríamos que não nos visse.

É claro, que as boas emoções estão todas presentes. A alegria de conhecer novos lugares, fotografar bastante e carregar belas lembranças. A felicidade de perceber na sua conta bancária o novo e maior salário. O prazer do cheiro de carro novo ou o brilho da jóia.

Nesses exemplos, temos as dúvidas e inseguranças mas temos também todas as fantásticas expectativas funcionando como algum tipo de recompensa e por isso parecem mais fáceis de serem realizados.

Agora observe como tudo isso passa rápido.

Basta realizar umas duas viagens para o exterior para que na terceira você conclua que já sabe viajar e já é conhecedor das rotinas de aeroportos, hotéis e shoppings. Mais umas mudanças de emprego ou promoções e você cria um mecanismo para encarar esses desafios. E nada que umas três viagens com seu carro novo já não o tornem um carro comum e deixa de trazer tantas preocupações.

Minha conclusão é que tudo fica mais “tranqüilo” quando você pratica, realiza mais, experimenta, testa e explora. É o que os especialistas chamam de sair da sua “zona de conforto”.

Então, toda vez que surgir um novo desafio na sua vida, encare-o. A primeira vez com certeza não será da melhores, mas, na segunda, sua confiança estará maior pois você terá descoberto uma ou outra forma de fazer melhor. Você terá a chance de observar pessoas mais experientes e aumentará seu potencial.

Com o tempo você passa a fazer tudo com naturalidade. Hoje você não pensa mais como se amarra o cadarço do tênis ou como penteia o cabelo, mas em algum momento da sua vida isso foi uma tarefa bem complicada.

Busque seu desafio atual e vença-o ! Você pode!

domingo, 24 de maio de 2009

irritando passeri

Estou agora num vôo Curitiba–Rio e, algo que sempre me irrita nas viagens, detonou um momento Irritando Fernanda Young.

Me digam com sinceridade quem não sabe que é proibido fumar nas aeronaves INCLUSIVE nos lavatórios? Quem presta atenção na localização das saídas de emergência? Ou então que os cintos de segurança devem permanecer afivelados enquanto os avisos luminosos assim o indicarem? E que os celulares devem ser mantidos desligados durante todo o vôo?

E quem foi que determinou que o comandante tem que fazer contatos da cabine de comando no melhor estilo guia turístico informando que a direita temos a ilha tal e que a esquerda tal cidade? Alem do incômodo, gera nos passageiros, primeira a dúvida de qual é o lado esquerdo e o direito. Depois, as buscas por janelas abertas e livres para identificar algo anunciado e que provavelmente já ficou para trás. É uma comédia. Observem nos próximos voos.

Será que foi a mesma pessoa que obrigou a equipe de comissários a cumprimentar todos, um a um, que entrassem no avião? Isso é quase desumano e pior, poucas pessoas respondem ou até mesmo olham na cara da vitima sorridente.

Agora a melhor de todas. Quem, durante o trajeto entre a aeronave e o saguão do aeroporto produzirá fogo ou faísca? Isso para mim soa como algo do tipo “prezado cliente, caso esteja com alguma bomba no avião queira identificar-se a um dos comissários”.

Antes que seja atacado por defensores da lógica e das boas razões, tenho certeza de que deve existir alguma explicação (mesmo que muito antiga e desatualizada) para cada um desses procedimentos, mas que irrita, ah, irrita.

E agora estamos chegando. Tudo precisa ser desligado. Volto em instantes para finalizar o texto.

Voltei !

Para os mais acostumados, quando o avião aterrissa, uma voz quase mecânica avisa que chegamos no aeroporto de destino e que todos devem permanecer sentados e com os cintos atados até a parada completa da aeronave e que os avisos sejam desligados. Meio óbvio, não? É algo a favor da segurança dos próprios passageiros.

Então, pasmem. [minha cara agora é de raiva] A aeronave em movimento, os avisos de atar cintos  ainda ligados e duas pessoas acabaram de se levantar. Isso é que é para irritar!!! Irritar a pobre tripulação. Eles são obrigados a falar o óbvio e alguns perturbados viajantes não atendem suas solicitações.

Para quem determina os scripts irritantes: Que "máscaras de renovação caiam automaticamente..."

Para os passageiros perturbados: Que "máscaras de educação e vergonha caiam automaticamente..."

segunda-feira, 16 de março de 2009

tutor de carreira

Não sei quantos anos de carreira e experiência profissional você tem, mas provavelmente, independente do tempo, teve gestores. Alguns serviram de ótimo exemplo e outros, nem  tanto.

A grande questão é que acho importante termos um ou mais tutores de carreira. Um guru é sempre de grande valia.

Alguém que sirva para nos desafiar e aconselhar. Aquela pessoa em que confiamos e que ligamos num momento de grande dúvida. A primeira pessoa que pensamos quando precisamos tomar uma decisão.

É quem nos dirá o que precisa ser dito. Muitas vezes coisas boas e em outras, coisas difíceis de engolir.  Ainda assim, verdades necessárias para nosso crescimento.

Tive a sorte ter alguns tutores ao longo desses meus mais de vinte anos de carreira. Uns que me passaram ensinamentos rápidos para situações específicas e outros que estão sempre presentes por seus conselhos aplicáveis em diversas situações. Verdadeiras lições de vida.

O mais engraçado é que um mentor surge do nada, quando menos se espera. Por vezes é alguém que você se afina e se espelha. Outras, é alguém que consegue dizer a coisa certa na hora certa. É quando cai aquela ficha e você pensa “é isso!” e a partir dai, nasce a admiração e o respeito.

Não é necessariamente seu chefe imediato. Pode ser qualquer pessoa que lhe passe confiança, que tenha uma boa trajetória de carreira e seus exemplos falem por si só.

Então, se você já tem um, cuide dele e abuse de seus conselhos. Se não tem, fique atento. Vale a pesquisa.

Aproveite !

sábado, 14 de março de 2009

promoção? atenção!

Você já viu alguém ser promovido e algum tempo depois, curto ou longo, essa mesma pessoa ser demitida por não ser o profissional certo para o cargo?

Eu já vi e, confesso, com certa freqüência.

Em geral, porque promovem o melhor vendedor a supervisor de vendas. O atendente com o maior número de elogios a monitor de qualidade. A pessoa de pensamento matemático rápido para chefe da contabilidade. E uma lista de tantos outros exemplos seguiriam ...

Antes de mais nada, esse é um erro de gestão. Ok, mas não podemos esquecer e isentar de responsabilidade a pessoa que aceitou a promoção.

Vamos por parte.

Quem vai aceitar uma nova responsabilidade, precisa saber o que o cargo exige, ou seja, as competências e habilidades básicas necessárias e acima de tudo, o que se espera do profissional que ocupará tal função.

Preste atenção pois não é porque hoje você possui muito mais do que exige o cargo atual que você tem tudo o que exige o cargo superior.

Se for um cargo técnico, por exemplo, você tem os cursos e vivências? Se não tem um deles, terá tempo para cursar ou praticar?

E, para o caso de um cargo de gestão, você precisa gostar de pessoas. Precisa liderar por exemplo e por competência.

Tenha calma, você pode até não saber realizar alguma tarefa da sua equipe de liderados, mas precisa saber conduzir e motivar.

Numa liderança, não esqueça do mais importante: desenvolver pessoas.

Quero deixar claro que não pretendo que você deixe de ousar, de arriscar. Só desejo que, como dizem por aí, “não dê um passo maior que a perna”.

Fica aqui o meu alerta para que na próxima oportunidade, avalie tudo com cautela. Veja todos os pontos. Converse com quem tem cargo ou função similar. Peça conselhos para seu tutor de carreira.

Boas análises ...

quinta-feira, 12 de março de 2009

:o) bom humor :o)

Já sorriu hoje? Já sentiu o poder de uma boa gargalhada?

Um sorriso verdadeiro movimenta 23 músculos e é capaz de transmitir uma potente mensagem positiva para os que nos cercam.

É impressionante como ainda encontramos nas empresas pessoas sérias, sem vida. Profissionais de cara fechada. Carrancudos. Muitas vezes até de constante mal humor.

Tristes aqueles que não sabem o quanto é bom trabalhar num ambiente agradável. Que desconhecem o valor da alegria no ambiente de trabalho onde passam mais de oito horas por dia.

É claro que tem aqueles que confundem bom humor com algazarra. Gargalhada para esses que desconhecem os padrões da alegria e dos bons momentos – risos.

Bom humor e sorrisos não significam deixar de cumprir prazos, entregar tarefas ou fazer boa gestão.

Um sorriso é capaz de contagiar um grupo inteiro. Um sorriso cura. Pode acreditar. Basta conhecer o excelente trabalho realizado pelos Doutores da Alegria – vale a visita ao site www.doutoresdaalegria.org.br

Pratique alegria!!! Deixe que a felicidade faça parte de sua vida profissional. Deixe a seriedade para os projetos, os resultados e para a exatidão dos números. A alegria fica para as realizações do dia-a-dia, as comemorações mensais e as promoções anuais.

Ria de seus medos. Gargalhe de suas gafes. Faça piada de seus eventuais fracassos. Tenha uma crise de risos quando se sentir num beco sem saída.

Achou difícil? Então aí vai uma importante dica para uma dose imediata desse importante remédio: busque na sua memória algo que o tenha feito rir compulsivamente. Pode ser um tombo de alguma perua na rua ou a meleca dançando no nariz do seu chefe durante um feedback ou até mesmo uma peruca mal colocada ... se fez você rir bastante, serve. E guarde isso na memória. Quando o “bicho pegar”, busque esse antídoto na sua lembrança e pronto. Logo sentirá os efeitos!

Ah, não importa o tamanho do problema que esteja enfrentando. Rir, vai ajudar bastante. Se não resolver, vai aliviar, tornar mais fácil e mais leve.

Vamos lá ... pense logo em algo engraçado e ria sozinho !

AH hhha ha ha ha ha haha ha

:o)